Percebendo a importância de se fazer presente não só nas creches fisicamente mas, também, por meio da Internet, nos empenhamos já nos primeiros anos em utilizar ferramentas que pudessem facilitar a comunicação das equipes envolvidas entre si e com as creches. O e-mail foi nossa forma oficial de trabalho, considerando que era direito de todos ser informado e informar os colegas sobre o andamento do trabalho, de modo rápido e transparente. Nessa época as creches com as quais trabalhávamos sequer tinham computadores...
A seguir apresentamos duas pesquisas que embasaram nosso trabalho atual
PESQUISA INTERNET NAS CRECHES DA ASA
A pesquisa Internet nas creches da ASA foi desenvolvida como parte das ações do Projeto Cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA, uma parceria que envolveu Fundação Carlos Chagas (FCC), Instituto Girassol (IG) e Associação Santo Agostinho (ASA), realizado nas creches da ASA, no período de 2001 a 2009. O propósito final desse Projeto foi o de aprimorar as formas de atendimento que promovam e assegurem o bem-estar, o crescimento e o desenvolvimento das crianças de 0 a 6 anos, elaborando, implementando e acompanhando um programa de excelência em Educação Infantil.
Esta pesquisa foi realizada de novembro/08 a setembro/09 e a pesquisadora responsável foi Bruna Ribeiro, sob a coordenação de Maria Lucia de A. Machado.
A utilização da Internet como forma de comunicação pode ser considerada uma “revolução”. O uso e o aperfeiçoamento da Internet ocorrem em escalas e velocidades impressionantes. Este é um fenômeno irreversível na sociedade contemporânea. Este fato poderá levar a um novo tipo de exclusão: o analfabetismo digital. Como cada vez mais informações e serviços são oferecidos “online”, os que não tiverem acesso a essa tecnologia ficarão excluídos.
Pensando nesta questão o Instituto Girassol decidiu investir em mais uma frente de ação, visando fornecer subsídios para auxiliar o trabalho dos profissionais de Educação Infantil. Surge então a proposta de reestruturação do site do Instituto Girassol que teve por objetivo:
Informação sobre o trabalho desenvolvido pelo IG
Formação de profissionais da Educação Infantil
Para tal uma série de medidas foram postas em prática desde novembro de 2008:
Complementação dos conhecimentos sobre a ASA e os CEIs através de visitas;
Levantamento de dados junto aos profissionais dos CEIs da ASA.
Esta pesquisa tem por objetivo “buscar elementos para subsidiar o aprimoramento do site do Instituto Girassol nas suas funções informativa e formativa de profissionais de Educação Infantil”. Para tanto foram feitas entrevistas individuais para preenchimento de um questionário visando conhecer a utilização da internet pelos profissionais da ASA.
Esta pesquisa foi apresentada no VI COPEDI – Congresso Paulista de Educação Infantil. Veja aqui a apresentação e o texto da pesquisa.
PESQUISA INTERNET COMO FERRAMENTA FACILITADORA DA COMUNICAÇÃO
Pesquisa realizada por Fernando Ramalho em 2012
APRESENTAÇÃO
Desde sua fundação, em 2001, o Instituto Girassol percebeu a importância de uma boa presença e atuação na internet.
Além disso, o Instituto tem como um de seus objetivos, desde sua fundação, o de promover o desenvolvimento e a difusão de conhecimentos que visem ao aprimoramento da qualidade da educação das crianças de 0 a 6 anos.
Nesses mais de 10 anos, a evolução da internet e o aumento de possibilidades de uso da ferramenta, nos impulsiona para uma mudança na maneira em que o Instituto atua no universo.
OBJETIVOS
Definir e a implementar meios para facilitar:
a forma como o IG se apresenta na internet,
a maneira como i IG divulga as pesquisas e programas que realiza e
a comunicação e a interação dos participantes: pesquisadores e profissionais das creches nas quais o IG atua.
Para tanto, é preciso levar em conta algumas das características inerentes à ferramenta:
Diversidade de fontes de informação e comparação, tendo em vista a possibilidade de pesquisas em fontes variadas e o conhecimento de boas práticas em Educação Infantil no Brasil e no mundo.
Rapidez na disponibilização e atualização de conteúdos e nas respostas a novas demandas.
Relacionamento, mediante a aproximação de seu público alvo, com diálogo direto e sem barreiras ou intermediários.
Mensuração de resultados, diante da possibilidade de aferir a utilização da ferramenta pelos participantes dos projetos em desenvolvimento.
ETAPA 1 – DIAGNÓSTICO
Identificar, levantar dados e avaliar a situação atual dos mecanismos de comunicação do IG com seus públicos de interesse.
Extrair o melhor que a internet pode oferecer no tocante da comunicação e relacionamento, tendo como norteador as características e o perfil dos profissionais das creches.
ETAPA 2 – Traçar metas para melhorar o que já está em andamento. Acompanhar a implementação dessa etapa.
ETAPA 3 – propor outras formas para melhorar a atuação do IG na internet. A evolução que parece natural hoje é a de usar a internet como instrumento de informação e formação.
O histórico de parceria entre o Instituto Girassol e a Aliança de Misericórdia iniciou com o Projeto Mobiliário para Creches do Moinho e Misericórdia I. Os primeiros contatos ocorreram em setembro de 2008 e a entrega final dos móveis foi em fevereiro de 2010. No segundo semestre de 2010, os profissionais das creches da Aliança de Misericórdia passaram a participar dos Programas de Bolsa auxílio e Formação Cultural.
Os móveis foram doados para a Creche São Miguel Arcanjo, que na época estava localizada à Rua Dr. Elias Chaves sem número (veja fotos). No entanto essa creche precisou ser desativada em setembro de 2010 em decorrência de problemas estruturais no prédio.
Esse imprevisto fez com que o Instituto Girassol retirasse os móveis da creche em julho de 2011, mas se comprometeu em equipar a nova creche.
Diante da dificuldade de reformar o antigo prédio, a Aliança de Misericórdia decidiu sua transferência para um novo imóvel situado à Alameda Eduardo Prado, 108. Esse imóvel fica próximo à antiga creche e, portanto, permitiria a continuidade de atendimento às crianças da comunidade da Favela do Moinho.
O Instituto Girassol então se propôs a fazer a reforma do imóvel. O projeto foi realizado por José Machado e Fábio Bruschini, com a colaboração e participação da equipe de profissionais da Aliança de Misericórdia e Instituto Girassol. (veja o projeto final superior e térreo)
A fim de realizar esse projeto, foram feitas visitas a escolas de educação infantil e creches. Para realizar essas visitas foi elaborado o seguinte roteiro.
A reforma do prédio teve início em outubro de 2012. Fotos
Paralelamente, foram feitas reuniões no Instituto Girassol sobre o mobiliário para definição das peças que iram compor a linha e os materiais que seriam utilizados. No final foi feita a opção de compra de alguns itens da Metadil (mesa e cadeira infantil, mesa e cadeira adulto, banco adulto, berço, mesa e cadeira multiuso). Outros foram encomendados para um marceneiro (estantes, caixas, cabideiro para mochila, cadeirões e espelhos). Também foram adquiridos: puffs, prateleira para livros e caixas plásticas para guardar brinquedos. (veja as fotos)
No início de 2003 o Instituto Girassol entregou na nova creche os itens do mobiliário que foram previamente discutidos, em relação à quantidade e disposição nas salas, com a equipe da Aliança de Misericórdia.
A nova Creche do Moinho iniciou suas atividades no dia 19 de outubro de 2013. Fotos
Entre 2009 e 2011 essa pesquisa realizou-se em oito creches da Associação Santo Agostinho/ASA. A experiência foi possível graças à conjunção de interesses dos participantes envolvidos, a saber:
O Instituto Girassol - Educação Infantil e Pesquisa, na pessoa da coordenadora da pesquisa, Maria Lucia de A. Machado, empenhada em analisar os dados coletados e a transformar as informações obtidas em subsídios para seus programas de formação.
A Associação Santo Agostinho, na pessoa da presidente Maria Inês de Paula Eduardo, determinada a identificar avanços e desafios de modo mais preciso em cada uma das creches para, consequentemente, definir suas prioridades de ação.
Bruna Ribeiro, membro do grupo de pesquisadoras do Instituto Girassol e, também, estudante de Mestrado na PUC/SP, à época, interessada em participar do processo de aplicação do documento para verificar a utilidade do instrumento, objeto de sua dissertação.
O documento “Indicadores de Qualidade na Educação Infantil” é uma publicação do MEC/Ministério da Educação (BRASIL, MEC, 2009). Trata-se de um instrumento de autoavaliação para ser aplicado nas instituições de educação infantil, por meio de um processo participativo e aberto a toda comunidade da creche: direção, profissionais e famílias. Toma como base aspectos fundamentais para a melhoria da qualidade da Educação Infantil, expressos em 7 dimensões:
Planejamento Institucional
Multiplicidade de experiências e linguagens
Interações
Promoção da saúde
Espaços, materiais e mobiliários
Formação e condições de trabalho das professoras e demais profissionais
Cooperação e troca com as famílias e participação na rede de proteção social
A PESQUISA INDICADORES DA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO NAS CRECHES DA ASA foi realizada conforme as seguintes etapas:
Conversas sobre os objetivos específicos da pesquisa com os envolvidos (Instituto Girassol, ASA e Bruna Ribeiro) – julho/09
Reunião para apresentação da proposta da pesquisa para os envolvidos – 30/setembro/09
Seminário Técnico com o objetivo de esclarecer e auxiliar as diretoras e coordenadoras pedagógicas das creches envolvidas sobre a organização, necessário para o dia da aplicação – 28/outubro/09
Reunião com diretoras para esclarecimento de dúvidas – 03/novembro/09
Aplicação dos Indicadores na creche Santa Helena (pré-teste) – 14/11/09
Aplicação dos Indicadores na creche São Francisco – 20/11/09
Aplicação dos Indicadores na creche Santo Agostinho – 28/11/09
Aplicação dos Indicadores na creche Marina Crespi – 05/12/09
Plano de ação na creche Santa Helena – mar/2010
Plano de ação na creche São Francisco – abr/2010
Plano de ação na creche Santo Agostinho – abr/2010
Apresentação para Associação Santo Agostinho – mar/2011
O Programa de Bolsa de estudos para profissionais das creches da ASA do Instituto Girassol foi desenvolvido em um curso de Magistério encomendado para o ISE Vera Cruz. Esse Programa fez parte das ações do Projeto Cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA, uma parceria que envolveu a Fundação Carlos Chagas (FCC), o Instituto Girassol (IG) e a Associação Santo Agostinho (ASA), e foi realizada nas creches da ASA, no período de 2001 a 2009. O propósito final desse Projeto foi o de aprimorar as formas de atendimento que promovam e assegurem o bem estar, o crescimento e o desenvolvimento das crianças de 0 a 6 anos, elaborando, implementando e acompanhando um programa de excelência em Educação Infantil.
Curso Normal de Formação de Professores de Educação Infantil para profissionais das creches da ASA
A proposta de montar um curso especial para profissionais das creches da ASA foi desenvolvida a partir das seguintes constatações: • A exigência legal do Magistério para atuar junto às crianças nas creches. • O contingente de pessoas que já possuíam nível médio completo, mas não o Magistério. • A impossibilidade de incluir os funcionários de creches conveniadas nas iniciativas de formação da SME, destinadas ao pessoal da rede direta da PMSP exclusivamente. • A possibilidade de contratação desse curso, em caráter especial, com o ISE Vera Cruz, instituição com experiência reconhecida em formação em nível Magistério, visto que a rede pública paulistana não oferecia mais os cursos de Magistério em suas unidades.
Planejamento do curso
Após a diretoria da Escola Vera Cruz aceitar nossa proposta de montar um curso especialmente planejado para atender as demandas do Instituto Girassol, nos dedicamos ao planejamento do curso. Acompanhe nos links abaixo.
Como parte do processo de avaliação das alunas, ao final do curso, foi planejado um seminário interno, no qual todas as alunas se apresentaram, em grupos. Nesse evento, foi possível observar o quanto elas evoluíram ao longo curso.
O Programa de Formação Cultural do Instituto Girassol completou 10 anos em 2017!
O sonho de realizar esse Programa foi amadurecendo a partir dos estudos realizados para minha tese de doutorado (MACHADO, 1998). Essa pesquisa me levou a uma constatação: a de que a formação profissional para atuação na Educação Infantil tem lacunas. Uma delas está no âmbito da formação cultural, fonte de enriquecimento pessoal e profissional. Além disso, acredito que o caminho mais curto para beneficiar as crianças é investir no profissional.
Focando na ampliação do repertório, em conteúdos aparentemente distantes do cotidiano das creches, a intenção deste Programa é a de oferecer oportunidades de interação para:
conhecer cada vez melhor nossa história e nossa cidade de São Paulo e, por consequência, o nosso país e o mundo em que vivemos;
entrar em contato, usufruir e se apropriar do patrimônio de bens históricos e culturais de forma descontraída;
ampliar o conhecimento sobre as diferentes formas de expressão artística;
trocar experiências com profissionais de outras creches.
Para participar desse Programa as creches, previamente cadastradas, expressam sua adesão à metodologia adotada:
Apenas as/os profissionais dessas creches participam.
A inscrição deve ser espontânea.
O desenho de cada Programa e a realização propriamente dita são de nossa total responsabilidade. Portanto, o Programa não está vinculado à associação mantenedora da creche. Não é um prêmio distribuído para algumas pessoas apenas. Também é bem importante frisar que a pessoa que não participa não pode estar sujeita a penalidades.
O Programa é dirigido a todo o corpo de profissionais, sem distinção de função. No dia do Programa todas/os são iguais.
Todas as/os participantes concordam em preencher a folha de avaliação no final da programação.
O desenho do Programa hoje prevê
A realização em um período do dia, em um fim de semana.
A definição de uma programação especial para a ocasião escolhida, a partir da seleção de conteúdos específicos a serem abordados, em um clima de lazer, em espaços culturalmente estimulantes e desconhecidos para a maioria das participantes.
Contratamos um especialista (Fabiano Garcia) para desenvolver essa programação com uma equipe de monitores exclusivos.
Além disso proporcionamos: um lanche nutritivo, consumido em um ambiente propício ao descanso; o reembolso do valor de um bilhete único de ida e volta para cada pessoa; um Caderno do Programa produzido por nós, contendo informações, sugestões e bibliografia complementares. Fundamental sublinhar o processo de acompanhamento das ações realizado pela coordenação técnica do Programa (atualmente Paula Torres). Partimos de sondagens prévias, procurando escolher os locais menos frequentados por nosso público. Dedicamos um longo período ao planejamento e à avaliação de cada um dos Programas.
Ao longo desses anos o Instituto Girassol Educação Infantil e Pesquisa vem trabalhando com uma quantidade variável de creches. Em 34 Programas realizados tivemos 22 Programas com a presença de todas as creches convidadas. Veja a tabela das creches convidadas e presentes.
XXXIV Programa de Formação Cultural do Instituto Girassol
VERDE QUE TE QUERO VER e... COMER
No dia 7 de outubro de 2017, realizamos o 34º Programa de formação cultural. E também, nesse dia, comemoramos os 10 anos do Programa!
O dia amanheceu chuvoso, mas isso não impediu que 145 participantes, com suas capas e guarda-chuvas, estivessem pontualmente presentes no Jardim Botânico de São Paulo, com muito interesse e entusiasmo. Depois da abertura do Programa pela Paula Torres e da exposição do Fabiano Garcia, sobre a importância histórica dos Jardins Botânicos e o Jardim Botânico de São Paulo, caminhamos em direção à lanchonete.
A comemoração dos 10 anos de Programa de formação cultural aconteceu na hora do lanche. Depois de uma fala emocionada da Maria Lucia Machado, as pessoas que mais participaram dos Programas foram homenageadas e receberam uma lembrança do Instituto Girassol. Foram momentos de muita alegria e grande emoção!
Em seguida, o passeio guiado pelo Jardim Botânico trouxe muitos conhecimentos para todos os participantes que ouviram atentos as explicações dos monitores. Passamos pela Alameda Fernando Costa, córrego Pirarungáua, Portão histórico, Hidrofitotério, Escadarias, Jardim de Lineu, Estufas, Orquidário, Palmeto, Lago das Ninfeias, Lago dos Bugios, Brejo natural, Jardim dos Sentidos, o Bosque do Pau Brasil, Castelinho. Em todos os lugares por onde passamos, havia olhares curiosos, admirados, interessados, diante de tantas informações e de uma natureza tão exuberante.
Foi um dia muito especial para a equipe do Instituto Girassol e também para todos os participantes!
XXXIII Programa de Formação Cultural do Instituto Girassol
VILA MADALENA, ALTO DE PINHEIROS E PINHEIROS: CAMINHADA COM HISTÓRIA, NATUREZA E ARTE
Sábado, 27 de maio, dia do 33º Programa de Formação Cultural do Instituto Girassol! Logo cedo, os participantes foram chegando à estação Vila Madalena de metrô e se juntando aos colegas das 16 creches presentes. Foram ao passeio 167 participantes! Contando com a equipe do Instituto Girassol, éramos ao todo 179 pessoas.
Depois da apresentação do Instituto Girassol, do Programa e das 5 novas creches pela Paula Torres, passamos a ouvir a exposição do Fabiano Garcia sobre o bairro de Pinheiros e as regiões conhecidas como Vila Madalena, Vila Beatriz e Alto de Pinheiros. Em seguida, fizemos uma caminhada guiada pela travessa Tim Maia, sempre com explicações dos monitores, até o Parque Linear das Corujas, onde conhecemos o córrego das Corujas, raro por ser a céu aberto e despoluído! Logo após, chegamos ao Estúdio de Ballet Cisne Negro, para assistir a uma apresentação de dança e participar de um workshop da dança do coco. Ambas as atividades foram surpreendentes! O grupo de participantes ficou encantado! Ao final da apresentação, nos dirigimos ao Parque Pôr do Sol, onde tomamos um gostoso lanche, ouvimos mais explicações dos monitores e apreciamos uma linda vista de uma parte da nossa cidade.
E ainda havia mais coisas planejadas para ver, conhecer, apreciar. Caminhamos até o Museu A Casa e visitamos uma exposição de bordados feitos à mão por mestres bordadeiras e bordadeiros de todos os estados brasileiros. Depois, no Instituto Tomie Ohtake, visitamos a exposição Yoko Ono – o céu ainda é azul, você sabe... na qual a artista questiona o conceito de arte e convida o visitante a participar do processo criativo.
Todas essas atividades e o grande entusiasmo dos participantes tornaram nosso encontro muito especial. Alegria, animação, interesse, atenção e muito aprendizado marcaram nosso programa do início ao fim.
O Programa Interações Improváveis do Instituto Girassol,com início em outubro de 2012, é uma via de formação de profissionais de Educação Infantil que explora temas e estratégias pouco utilizadas nas creches. O impacto, causado pelas interações resultantes, marca os envolvidos de modo a ampliarem significativamente formas de pensar e agir no cotidiano com bebês e crianças pequenas.
OBJETIVO
Provocar interações que pouco provavelmente aconteceriam espontaneamente, para refletir sobre questões pertinentes ao trabalho pedagógico na creche.
METODOLOGIA
Trazer, para o universo real da creche, profissionais que trabalham com temas aparentemente distantes do cotidiano dos profissionais de Educação Infantil.
Juntar pessoas que teriam pouca possibilidade de se encontrar em situações pouco usuais.
Provocar um debate participativo e produtivo.
Contar com a presença de especialistas convidados e de todos os profissionais das creches, sem distinção de função.
PASSOS
Identificar e selecionar temas específicos não abordados pelos cursos de formação.
Localizar profissionais/especialistas das mais diferentes procedências e áreas.
Definir ações de formação: formato e conteúdo.
Organizar previamente as ações: entrar em contato com os profissionais e as creches, definir o cronograma, as estratégias, a programação, o roteiro de apoio para orientar o debate, preparar espaço, material e ficha de avaliação individual.
Coordenar as ações nas datas combinadas e período estabelecido. Garantir a participação de todos.
Sabemos que o “VERDE” é importante para a nossa vida, mas será que a todo o momento temos plena consciência do quanto dependemos dele para viver? Quais são as nossas atitudes no dia a dia que ajudam a preservá-lo? Sempre podemos e devemos fazer mais para cuidar do planeta!
Cuidar do planeta é cuidar de nós mesmos. Um dos gestos de cuidado conosco está relacionada àquilo que comemos. E o quanto estamos comendo de “verde”? Você já ouviu falar de PANCs (plantas alimentícias não convencionais)?
Esses foram os assuntos tratados nos encontros da VIII edição do programa Interações Improváveis que aconteceu entre os meses de agosto a outubro de 2017 nas creches apoiadas pelo Instituto Girassol.
.... os males espanta! E assim nos reunimos nas creches e levamos a música de Dorival Caymmi para as creches. O canto e instrumentos musicais simples de serem feitos: ocean, chocalho e tambor completaram a alegria do encontro junto com o teclado do especialista que relatou a história da música brasileira. A voz é a principal ferramenta do professor, podemos cantar e nos salvar com a música e o canto, é a mais natural forma de expressão. Os profissionais se aqueceram: a voz e o corpo, entenderam sobre a melhor postura para soltar a voz, e como se alimentar para poupar a voz. O resultado final foi um melhor entendimento e respeito pelas músicas de Caymmi e por que não compartilhar esse estilo de música com as crianças?
A falta de chuva na cidade de São Paulo despertou a consciência de que temos que economizar água, por que ela faltou em vários bairros da cidade de São Paulo. O brasileiro, o paulista mais uma vez não se preveniu por não ler ou receber informações sobre o que estava acontecendo na sua cidade. E o que acontece em outros países com relação ao racionamento de água, como podemos mudar esse cenário de falta de água, como podemos economizar no dia a dia? Essas questões foram todas levantadas e explicadas nas creches através de uma apresentação PP e da fala da especialista. A melhor forma de sentirmos na pele a falta de água foi ficarmos sem beber água durante as 4 horas do encontro. Para muitos não foi fácil mas valeu o sacrifício.
Nesse encontro trouxemos uma especialista para relembrar a origem e cada um na creche. Falamos sobre direitos humanos, respeito à cultura local, não focamos em raça, religião, mas no movimento de ir e vir das pessoas. Foi interessante pois conseguimos acabar com o preconceito que talvez existisse nas creches por não sabermos da história de cada um. Para esse encontro, levamos vários mapas do Brasil, com os nomes dos estados e cidades para eles próprios se localizarem e o que sua cidade te lembra? qual o cheiro que ela tem? a música que lá toca? Vc com seu amor, com sua família, com seus amigos... foi uma deliciosa e rica sessão nostalgia.
O programa interações improváveis além de levar um assunto que fuja do trivial para os profissionais das creches leva também sob um outro ângulo assuntos que são falados nas mídias. A copa do mundo no Brasil fez com que pudéssemos falar sobre a história do futebol, chutássemos a bola uns para os outros, na sala, mesmo que rapidamente durante a apresentação de cada um, respondêssemos um Quiz, assistíssemos um documentário sobre Pelé e aprendêssemos sobre a geografia, arte, a musica no futebol e é claro sobre as Copas do Mundo pelo mundo e no Brasil. Deu até para os que não se dizem apaixonados pelo futebol aprenderem e saírem gostando do esporte.
Esse foi o 3o encontro e o 2o que projetamos um documentário. Trouxemos um assunto que na época estava sendo falado bastante na mídia, transgênero; pessoa que quer mudar de gênero, através de roupas e atitudes. Para que todos pudessem entender de uma forma clara como classificar as orientações sexuais trouxemos uma especialista da área da saúde, uma psicóloga. O documentário Vestido de Laerte não tem mais do que 30 minutos. Nesse encontro tivemos também uma apresentação power point, montada pela especialista para que todas as dúvidas fossem sanadas. Foi um encontro que pedimos uma concentração maior de todos. A sociedade hoje divulga mais abertamente temas relacionados à gênero, sexualidade e a família moderna mas pouco se sabia sobre não só jovens e adultos mas também crianças que passam a ter dúvidas com relação ao seu gênero e papel na sociedade.
O nome do programa faz com que a equipe do Instituto Girassol desenvolva encontros improváveis e diferente do anterior. Fique bem na Foto proporcionou uma interação maior entre os profissionais das creches. Para esse encontro, além do que foi levado no 1o encontro: pastas, canetas, papel craft, caneta piloto e projetor, levamos também máquinas fotográficas para que todos pudessem experimentar fotografar usando uma máquina fotográfica digital. O exercício prático, foi importante para eles exercerem o que tinha sido falado na apresentação teórica. A avaliação, feita pela especialista depois da atividade fez com que finalizássemos o encontro de uma forma bem “redonda”. Todos conheceram a história da fotografia, aprenderam a mexer em uma máquina fotográfica e entenderam os erros e acertos de cada foto tirada. Esperamos que a documentação visual ganhe espaço possa mostrar para pais, crianças e professores o que realmente se passa no espaço da creche.
As preparações para cada evento do Instituto Girassol geram sempre uma ansiedade. Esse não foi diferente. Estaríamos pela primeira vez nas creches apresentando um tema relacionado ao cotidiano das profissionais mas que talvez não tivesse sido nunca conversado abertamente entre elas. O objetivo era focar em educação infantil: mães, bebês, crianças, a separação das crianças de suas mães, uma realidade difícil e um assunto complexo.
Dias antes do encontro, a coordenadora separou e pegou todos os equipamentos: papel craft, caneta piloto, o projetor, caneta ortográfica e as pastas que foram entregues aos participantes. A agenda estava estudada e pronta para ser seguida. Os dias de todos os encontros começavam com a montagem dos equipamentos, organização da sala, e um café da manhã. Em seguida, apresentávamos o Instituto, a Claudia Priscilla e Lorena Delia (diretoras do documentário) e projetávamos o documentário. No final da sessão estávamos sempre muito sensibilizadas com a história mas o mais desafiador era conversarmos abertamente sobre esse tema com todos. Acredito que todos crescemos não só ouvindo os depoimentos dos colegas mas também abrindo o coração para todos.
Subsidiar a prática pedagógica nas creches, por meio da seleção e/ou produção de conteúdos, é o que caracteriza esse Programa, criado em 2012.
O Programa Qualidade na Prática Pedagógica se justifica diante da constatação de que os profissionais de creches:
1. avaliam como de má qualidade a formação profissional que receberam para o exercício da função;
2. recorrem frequentemente ao senso comum para planejar as atividades cotidianas com as crianças;
3. cada vez mais utilizam a Internet para buscar inspiração;
4. os sites que direcionam conteúdos para o campo da educação e do cuidado com a criança com menos de 6 anos de idade o fazem de modo incipiente (ver bibliografia).
OBJETIVOS
Produzir conteúdos que levem ao aprimoramento das práticas pedagógicas inerentes ao trabalho em creches, utilizando o site do Instituto Girassol - Educação Infantil e Pesquisa como veículo para a divulgação.
Acompanhar/monitorar o alcance desses conteúdos, o potencial transformador das práticas cotidianas nas creches participantes.
PÚBLICO ALVO
Profissionais das creches da ASA, Aliança de Misericórdia e AMURT na primeira fase.
Profissionais de creches de outras Instituições que venham a participar dos Programas do Instituto Girassol durante o ano de 2014.
Profissionais de creches brasileiras e de outros países que dominem a língua portuguesa.
METODOLOGIA
Identificar, selecionar e/ou produzir conteúdos em temas específicos: legislação, brinquedos, música, livros.
Selecionar e publicar relatos de práticas pedagógicas reais que estimulem a reflexão, o debate e a melhoria da Educação Infantil nos temas escolhidos.
Monitorar a receptividade da publicação desses conteúdos no site.
Acompanhar, nas creches, a repercussão dos conteúdos postados.
Abaixo, estão as quatro áreas selecionadas para a produção de conteúdos:
LEGISLAÇÃO
Veja o levantamento geral das leis que regem a Educação Infantil no sistema educacional brasileiro.
Veja atitudes que contribuem para a qualidade das brincadeiras, o que é um brinquedo bom, do que os bebês e as crianças gostam, orientações de uso e manutenção dos brinquedos e muito mais!
O Programa de bolsa-auxílio do Instituto Girassol foi criado em agosto de 2002, com o intuito de apoiar profissionais de creches que estavam estudando ou desejavam aprofundar sua formação em Educação Infantil e para incentivar a volta aos estudos daqueles que ainda não possuíam o nível de formação exigido pela legislação vigente.
Esse apoio se deu de duas formas:
1) por meio de uma ajuda de custo mensal, nos meses letivos. A bolsa-auxílio ajudaria, assim, a complementar o orçamento dos estudantes.
2) por meio do acompanhamento dos bolsistas, a fim de oferecer orientação tanto no que diz respeito à escolha do curso, quanto a ajudar a localizar e superar as dificuldades de progresso escolar.
Em 2011 o Programa de bolsa-auxílio reviu sua formatação e introduziu uma rotina de comunicação semanal por celular com as(os) bolsistas, via SMS. Esse novo jeito de funcionar teve como objetivo promover a troca de informações e experiências entre o grupo.
O Programa de bolsa-auxílio financiou 192 bolsas e 150 participantes. Foram 139 bolsistas que obtiveram sucesso e se formaram, alcançando a qualificação exigida e, com isso, podendo permanecer trabalhando com crianças nas creches. 51 bolsistas foram canceladas por questões diversas: terem saído da creche, pedido de demissão (ou foram demitidos), pararam de estudar, desistiram da bolsa, tiveram uma avaliação ruim, falta de comunicação com a coordenadora do programa, falta de entrega de documentos ou reprovação no curso.
Nove bolsistas continuaram estudando além do exigido pela legislação, para exercer seu cargo na creche e, com isso, mostrando o prazer de estudar, de se aperfeiçoar. Foram além das nossas expectativas.
Vinte bolsistas ascenderam na carreira, foram até mais do que esperávamos. Veja aqui, a lista desses profissionais que passaram por uma progressão de carreira e mudaram de posição nas creches por causa do grau de escolaridade que obtiveram com a ajuda da bolsa auxílio.
O Encontro do Programa de bolsa-auxílio era a fase final de seleção para a aprovação dos candidatos como novos bolsistas. Foram 9 encontros, de 2002 a 2013. Nossas expectativas eram conhecer pessoalmente os candidatos, reencontrar os bolsistas atuais e principalmente acompanhar de perto o desenvolvimento desses bolsistas na faculdade e no curso escolhido. Durante todos os encontros os bolsistas nos davam um retorno sobre o curso, equipe de professores e o espaço físico da instituição que estavam matriculados. A grande maioria mostrava uma dificuldade nas disciplinas de Português, Matemática, TI, e na questão do gerenciamento de tempo para driblar trabalho, filhos e casa.
Na faculdade recebiam uma nota satisfatória, ou seja, o problema não era com o suporte e aula dos professores mas com eles próprios: superação no uso da tecnologia e no estudo para passarem para o próximo ano.
Nesses encontros, obtínhamos também um retorno com relação ao nosso programa. Por unanimidade, o acompanhamento e ajuda financeira proporcionada pelo Instituto era reconhecido e agradecido. Muitos falavam que não teriam a capacidade de estudar ou de finalizar um curso sem a ajuda do Instituto. Ficávamos muito felizes com o retorno. Poucas bolsas no dia do Encontro eram suspensas ou canceladas. A não participação no programa acontecia por terem uma frequência baixa ou não terem passado em uma determinada disciplina.
Abaixo, um pouco sobre os Encontros de bolsistas do Programa de bolsa-auxílio do Instituto Girassol realizados de setembro de 2002 a março de 2013.
I Encontro de bolsistas
No dia 24 de setembro de 2002, na sede da ASA, aconteceu o I Encontro do Programa de bolsa-auxílio do Instituto Girassol, com a participação de bolsistas selecionadas, diretoria executiva da ASA, administradoras e coordenadoras pedagógicas das creches. Estiveram presentes 38 pessoas. O encontro, iniciativa do Instituto Girassol, foi realizado pela equipe do Projeto Cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA. Nesse dia, foram apresentados os objetivos do Programa, o regulamento para se tornar bolsista, o formulário de inscrição e a lista de documentos necessários para o ingresso no Programa.
No dia 18 de março de 2003, realizamos o II Encontro do Programa de bolsa-auxílio do Instituto Girassol, na sede da ASA. Contamos com a presença das bolsistas selecionadas, bolsistas formandas, Diretoria Executiva da ASA, administradoras e coordenadoras pedagógicas das creches. Esse encontro, iniciativa do Instituto Girassol, foi realizado pela equipe do Projeto Cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA. A abertura do encontro foi feita pela presidente da ASA, Maria Inês de Paula Eduardo. Em seguida, a coordenadora do Projeto Cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA, Maria Lucia de A. Machado, falou sobre a Educação Infantil: contexto legal e exigências contemporâneas. Após essa fala, Vera Maria Rodrigues Alves, coordenadora geral dos CEIs da ASA, apresentou o levantamento de dados sobre escolaridade dos profissionais dos CEIs da ASA. Por fim, Maria Cecília Pereira Leite, coordenadora geral do Instituto Girassol, apresentou o Programa de bolsa-auxílio do Instituto Girassol: finalidades, objetivos e regulamento e entregou para as formandas o certificado e um presente.
O III Encontro de bolsistas do Programa de bolsa-auxílio do Instituto Girassol aconteceu na sede do Instituto Girassol, no dia 28 de março de 2009, e foi a primeira oportunidade de um encontro exclusivo entre bolsistas e Instituto Girassol. Estiveram presentes 14 bolsistas, profissionais das creches da ASA.
Esse encontro teve como objetivos: aproximar os bolsistas do Instituto, colher dados sobre o nível de satisfação do bolsista com relação ao curso e aos conteúdos trabalhados, conhecer as dificuldades que enfrentam para estudar e avaliar o impacto do Programa na atuação profissional e no desenvolvimento pessoal do bolsista.
Fizemos a leitura do regulamento do Programa, resolvemos questões de ordem prática, de envio e recebimento dos cheques e recibos de cada creche, decidimos que a comunicação conosco passaria a ser feita por e-mail e que cada um teria seu endereço. Depois foi proposta uma reflexão sobre os conteúdos dos cursos, as dificuldades encontradas pelos bolsistas e as possíveis soluções para sanar essas dificuldades.
O Programa de bolsa auxílio do Instituto Girassol realizou no dia 25 de setembro de 2010 seu IV Encontro. Os objetivos desse Encontro foram:
o acompanhar o andamento da formação acadêmica das profissionais das creches
o criar oportunidades de reflexão
o possibilitar a interação dos bolsistas entre si e com o Instituto Girassol
A realização do Encontro foi bastante significativa por ser das poucas atividades de contato pessoal dos bolsistas com o Instituto Girassol e a coordenação do Programa. Foi um dia inteiro de atividades orais, escritas, individuais e em grupo. Todos os convidados estiveram presentes.
O V Encontro do Programa de bolsa-auxílio se realizou no dia 2 de outubro de 2010, na sede do Instituto Girassol. Os objetivos desse encontro foram: • conhecimento recíproco • cumprir a última etapa da seleção de novos bolsistas Compareceram ao encontro 16 candidatas e 3 não puderam vir. Para elas, foi feita uma reunião dia 8 de outubro. Fizemos a leitura do Regulamento e todos os itens foram explicados. Seguindo a programação, as candidatas preencheram os questionários e as fichas de avaliação. Antes do encerramento, fizemos uma sintética avaliação oral. Cada pessoa resumiu em uma palavra o que tinha achado do Encontro. As palavras foram: superação, responsabilidade, valorização profissional, desafio, companheirismo, troca de experiências, vínculo, aprendizado, conhecimento, informação, ampliação, apoio, incentivo e agradável.
O Programa de bolsa-auxílio teve uma pausa no processo de inscrição e seleção de bolsistas no início de 2011, em função da transição na coordenação do Programa. Com a nova coordenação no Programa, revimos o regulamento e encaminhamos um novo processo de seleção de bolsistas.
O VI Encontro se realizou em 27/08/2011. Juntamente com todas as creches da ASA e da Aliança de Misericórdia, a Associação Amurt-Amurtel Ananda Marga passou a participar do Programa com a creche Universo Infantil. Pela primeira vez convidamos, além das candidatas, as bolsistas já em curso e as bolsistas formadas.
Nesse dia, comunicamos o reajuste no valor da bolsa, explicando a forma como foi calculada: levamos em consideração o índice da inflação, o valor atualizado de um lanche e o valor do bilhete único. A novidade foi que somamos a esses itens o valor do serviço de torpedo (SMS) disponível para celular.
A finalidade dessa medida foi assegurar que todas pudessem receber os SMS, que enviaríamos semanalmente. Os objetivos dessa estratégia foram:
estreitar o relacionamento de confiança entre o Instituto Girassol e as bolsistas;
estimular o progresso acadêmico;
passar conteúdo significativo relativo à Educação Infantil;
marcar o início de uma nova fase do Programa agora sob minha coordenação.
Em 2012, expandimos o programa para atender profissionais de três outras creches da Associação Amurt-Amurtel Ananda Marga: Jardim Ecológico Guarapiranga I, Jardim Ecológico Guarapiranga II e Lar de Crianças. O programa começou a trabalhar com 10 creches. Durante o encontro escutamos que as candidatas têm interesse em estudar para terem mais conhecimento na área de educação infantil. Constatamos que 100% das candidatas estão satisfeitas com a faculdade, professores e disciplinas, mas a maioria enfrenta dificuldades nas aulas. Quase todas reclamaram da falta de tempo para estudar. Todas disseram que, após começarem a estudar, sentiram diferença no desenvolvimento do trabalho nas creches, na positiva mudança no relacionamento com suas colegas, e têm mais conteúdo para discutirem o dia a dia com os pais das crianças.
O retorno dos participantes mostra que era importante nos reunirmos para que houvesse troca e para que todas se conhecessem. O programa era valorizado, não só pela ajuda de custo mas também pelo incentivo emocional e apoio que ele dava.
Para esse encontro, convidamos as candidatas, as bolsistas atuais, as bolsistas formadas e a equipe do Instituto Girassol. As participantes pareciam estar mais à vontade pois a maioria já conhecia o Instituto e também já se conheciam de encontros anteriores. Todas as presentes eram mulheres, de 25 a 50 anos de idade, 3 já eram avós. São mulheres simples e lutadoras, da Bahia, Paraíba, Minas Gerais e São Paulo. Na avaliação preenchida por todas no final do evento, todas mostraram satisfação por terem participado e compartilhado o dia com o grupo.
A partir de 2013, tivemos bolsistas de 7 creches: Santo Agostinho, São Francisco, Santa Helena, Jd. Guarapiranga I, Jd. Guarapiranga II, Lar de Crianças e Misericórdia I. Candidatos, bolsistas atuais e bolsistas formadas participaram do encontro. Não tivemos só professores, auxiliares de berçários e coordenadoras pedagógicas, mas também a equipe de apoio, o que mostrou o interesse deles de se desenvolverem profissionalmente independente da função que ocupavam. No encontro, decidimos ter representantes do Instituto Girassol em todos os CEIs para nos ajudarem a divulgar as ações realizadas pelo Instituto e também para serem porta vozes dos profissionais das creches.
Fizemos uma pesquisa* com 15 faculdades para analisar os cursos de Pedagogia. As faculdades foram escolhidas de acordo com as que os bolsistas historicamente frequentavam mas também incluímos as faculdades mais populares da cidade de São Paulo. O mesmo foi feito para 10 faculdades que ofereciam o curso de especialização em Educação Infantil. Leia AQUI sobre a pesquisa*
*Dez.2012.
CONHEÇA E APRENDA COM OS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DAS BOLSISTAS FORMADAS:
O Projeto Mobiliário para Creches compreende os Projetos: Mobiliário para Creches da ASA e Mobiliário para Nova Creche do Moinho
Mobiliário para Creches da ASA
1 - JUSTIFICATIVA - O projeto Mobiliário para as creches da ASA teve seu início com uma encomenda feita pela coordenação do Projeto cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA (projeto realizado nas creches da Associação Santo Agostinho – ASA no período de 2001 a 2009, uma parceria que envolveu Fundação Carlos Chagas, Instituto Girassol e Associação Santo Agostinho) ao designer José Machado, no início do ano de 2002 (esse profissional permaneceu até o final do projeto). A esse profissional, associou-se Luan Kehl Villas Bôas, o qual permaneceu no Projeto até setembro de 2004.
A hipótese que orientou essa solicitação foi a de que não havia, disponível no mercado voltado ao mobiliário escolar, uma linha de produtos desenhados para creches ou instituições de Educação Infantil que recebessem crianças desde bebês.
2 - LEVANTAMENTO DE DADOS - A pesquisa de campo inicial foi desenvolvida para identificar demandas de crianças e profissionais nas oito creches da ASA e compreendeu estágios de observação, registros fotográficos, elaboração e aplicação de questionários, entrevistas com administradoras, coordenadoras pedagógicas e profissionais das oito creches e reuniões com a diretoria da ASA. A finalidade era a de identificar as tendências, os consensos, as divergências entre participantes do dia a dia das creches e a direção. Teve também o foco em buscar subsídios em temas inexplorados tanto na produção teórica quanto na legislação e na produção industrial e comercial. Veja o que foi constatado nesse levantamento.
Foi feita, também, uma pesquisa bibliográfica sobre a normatização técnica (ABNT), publicações, sites e vídeos, lojas e feiras de brinquedos e de mobiliário infantil. Veja o que essa pesquisa indicou.
3 - DELIMITANDO O CONCEITO - Após esses passos, o Projeto Mobiliário para Creches (Machado e Villas Bôas, 2002) foi concebido visando:
Atender a requisitos básicos estabelecidos pelo projeto.
Atender a requisitos básicos relativos à legislação, segurança e ergonomia.
Desenvolver uma proposta de linguagem visual que se evidenciasse em todos os produtos.
Estimular a curiosidade, a ludicidade e a criatividade das crianças com cores e formas.
Procurar trazer mais vida aos ambientes, por meio das formas inspiradas em elementos da natureza e da escolha de acabamento em cores vivas.
Atender às necessidades de bebês, crianças pequenas e profissionais das creches, nos ambientes em que estão inseridos.
Traduzir a política de atendimento da ASA e seu projeto pedagógico em uma linguagem visual homogênea e coerente para as oito creches e, ainda, incorporar a contribuição do design e do designer ao campo da educação infantil.
Outra decisão a ser tomada dizia respeito ao tipo de madeira a ser utilizado. Foi então que o MDF foi escolhido. A durabilidade, o baixo impacto ambiental, o peso (ser pesado e resistente), o baixo desperdício, a facilidade de transformação do material, foram argumentos que definiram essa escolha.
À etapa de levantamento de dados seguiu-se a da definição conceitual do estilo de desenho a ser adotado e de quais peças seriam produzidas.
4 - DESENHANDO E DETALHANDO -
Proposta Inicial
As peças idealizadas inicialmente foram: portãozinho, mesa e cadeira infantis, cadeirão, estante, trocador, berço, mesa e cadeira adulto, armário de funcionários, espelho, quadro de avisos, corrimão, faixa varal, cabideiro e brinquedão de classe.
Também foram projetados, mas não produzidos:
palco lousa – essa peça foi sugerida pelo fato de em uma das creches ter um palco improvisado que ficava apoiado na parede enquanto não era usado. Pensou-se então em um palco que fosse preso no chão e que, em desuso, ficasse em pé apoiado na parede e seu fundo teria uma lousa para avisos e desenhos. No caso de eventos em que fosse necessário utilizá-lo bastaria abaixar.
brinquedão de pátio – peça que mais exigiu trabalho. Ele pode ser colocado em áreas abertas, pois será confeccionado somente em madeira maciça e sua estrutura será de ferro pintado. Essa peça conta com um escorregador largo, uma escada com corrimão, um balanço que fornece bastante segurança às crianças, um trepa-trepa com barras torcidas e também um andar a 1,50 m do chão para as crianças brincarem.
prateleira – pequenos módulos-estantes que podem assumir diversas funções dentro de qualquer ambiente. Podem ser pendurados na parede ou também empilhados no chão.
1ª Etapa de Produção
As peças que foram desenhadas, detalhadas e produzidas na primeira etapa foram:
5 - PROTÓTIPOS, PRODUÇÃO E TESTAGEM - A seguir passou-se ao detalhamento do desenho técnico para a produção de protótipos. Definidos os desenhos, iniciou-se a fase de produção dos protótipos. Cada creche recebeu um modelo por um período pré-definido.
A fase de testagem dos protótipos foi extremamente necessária e fundamental para o desenvolvimento das peças definitivas. Todos os profissionais das creches participaram e opinaram, criando-se uma atmosfera de empolgação e expectativa sobre a chegada das peças definitivas. Veja as fotos e a tabela com as alterações necessárias.
Após a testagem dos protótipos algumas alterações se fizeram necessárias nas seguintes peças: trocador, berço, mesas e cadeiras das crianças, cadeirão. Essas peças foram novamente testadas nas creches antes de entrar em produção e serem entregues.
6 - ENCOMENDA FINAL: ESTUDO DE QUANTIDADES - Antes de iniciar a produção foi feito um estudo sobre a quantidade necessária de cada peça para cada espaço e cada creche (ver tabela) e uma distribuição dos móveis pelas salas nas plantas.
7 - PRODUÇÃO, ENTREGA, INSTALAÇÃO, LOGÍSTICA - O processo de produção precisou ser acompanhado de perto pelos pesquisadores, para que ocorresse da maneira mais prática possível. Foi necessário pensar na forma como as placas de MDF seriam armazenadas, elaborar os moldes, definir as etapas da produção (veja fotos).
Após a produção seguiu-se um estudo da entrega e instalação das peças (veja fotos).
Veja a tabela com o total de peças produzidas, entregues e instaladas.
8 - ACOMPANHAMENTO, MANUTENÇÃO E MANUAL - O trabalho de acompanhamento da performance do mobiliário implicou em desenvolver a capacidade de ouvir as demandas, argumentar e convencer as pessoas quando não eram procedentes. Após cada rodada de visitas em todas as creches, os dados eram tabulados, as questões eram sistematizadas em relatórios, e discutidas em seminários técnicos. Veja os roteiros que foram desenvolvidos para esse acompanhamento em setembro de 2003, maio de 2007 e agosto de 2008.
9 – BRINQUEDOS PARA ÁREAS EXTERNAS DAS CRECHES DA ASA - Uma das propostas do Projeto cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA era fazer com que os espaços externos das creches fossem mais utilizados pelas crianças. Esses espaços permitem a realização de atividades espontâneas, promovem a interação de crianças de faixas etárias diferentes e a realização de atividades estruturadas pelos professores.
Em uma primeira etapa foram tomadas as seguintes medidas:
Retirada dos brinquedos de pátio que estavam estragados e/ou eram perigosos para as crianças.
Incentivo à aquisição de pneus usados para as brincadeiras das crianças.
Construção de tanques de areia.
Compra de cordas, bolas e escadas de corda.
Em 2004 foi feita uma sondagem com os profissionais das creches visando coletar informações sobre os brinquedos de pátio existentes e de como era o uso das áreas externas pelas crianças.
As conclusões foram as seguintes:
Seria impossível ter um modelo único, pois cada creche tem um espaço externo diferente.
A produção desse tipo de brinquedo exigia uma firma especializada.
Foi escolhida a LAO Engenharia Sustentável. Essa empresa produzia equipamentos indicados para o uso de crianças maiores de 6 anos, portanto foram selecionados itens que poderiam ser fabricados com altura inferior, adequadas às crianças menores.
Foi feito um minucioso estudo sobre a planta de cada creche para definir os locais onde poderiam ser instalados os brinquedos e quais modelos seriam adequados. Foram escolhidos 7 tipos diferentes de brinquedos, com o intuito de proporcionar momentos em que as crianças pudessem:
Exercitar sua força, destreza e agilidade
Balançar
Escalar
Escorregar
Equilibrar
Ficar em uma altura superior à do adulto
Procurou-se usar materiais duradouros, com produção de baixo impacto ambiental e de procedência certificada.
Em algumas creches foi necessário recobrir o piso com placas de EVA para garantir a segurança das crianças.
Veja a tabela com a quantidade e modelo de brinquedos por creche.
Veja com ficaram os pátios após a instalação dos brinquedos.
10 - PROJETO SOBRA DE MADEIRAS - Outra fase do Projeto, foi para pensar e formas de utilizar as sobras e rebarbas das placas de MDF utilizadas na produção dos móveis. Para isso foi necessário organizar, classificar e quantificar as sobras de MDF; estudar o melhor aproveitamento possível das sobras e criar uma linha de brinquedos que se encaixem, possibilitando diversas maneiras de brincadeiras com esses materiais. Veja as fotos
Foram criados os seguintes conjuntos de brinquedos:
Circlos – produzidas com as sobras de MDF que saíram das laterais das estantes, berços e trocadores. São módulos que compõem trilhas e circuitos no chão. Foram feitos de MDF natural possibilitando que as crianças pudessem pintá-los.
Bixos – são 10 cabeças e 10 corpos que juntos formam até 100 combinações diferentes de bichos inexistentes no mundo real.
Blocos – são sobras de diversas chapas que foram cortadas em tamanhos e formas diversas. Permitem que as crianças montem prédios, cidades, caminhos...
PROJETO MOBILIÁRIO PARA A NOVA CRECHE DO MOINHO
O histórico de parceria entre o Instituto Girassol e a Aliança de Misericórdia iniciou com o Projeto Mobiliário para Creches do Moinho e Misericórdia I. Os primeiros contatos ocorreram em setembro de 2008 e a entrega final dos móveis foi em fevereiro de 2010. No segundo semestre de 2010, os profissionais das creches da Aliança de Misericórdia passaram a participar dos Programas de Bolsa auxílio e Formação Cultural.
Os móveis foram doados para a Creche São Miguel Arcanjo, que na época estava localizada à Rua Dr. Elias Chaves sem número (veja fotos). No entanto essa creche precisou ser desativada em setembro de 2010 em decorrência de problemas estruturais no prédio.
Esse imprevisto fez com que o Instituto Girassol retirasse os móveis da creche em julho de 2011, mas se comprometeu em equipar a nova creche.
Diante da dificuldade de reformar o antigo prédio, a Aliança de Misericórdia decidiu sua transferência para um novo imóvel situado à Alameda Eduardo Prado, 108. Esse imóvel fica próximo à antiga creche e, portanto, permitiria a continuidade de atendimento às crianças da comunidade da Favela do Moinho.
O Instituto Girassol então se propôs a fazer a reforma do imóvel. O projeto foi realizado por José Machado e Fábio Bruschini, com a colaboração e participação da equipe de profissionais da Aliança de Misericórdia e Instituto Girassol. (veja o projeto final superior e térreo)
A fim de realizar esse projeto, foram feitas visitas a escolas de educação infantil e creches. Para realizar essas visitas foi elaborado o seguinte roteiro.
A reforma do prédio teve início em outubro de 2012. Fotos
Paralelamente, foram feitas reuniões no Instituto Girassol sobre o mobiliário para definição das peças que iram compor a linha e os materiais que seriam utilizados. No final foi feita a opção de compra de alguns itens da Metadil (mesa e cadeira infantil, mesa e cadeira adulto, banco adulto, berço, mesa e cadeira multiuso). Outros foram encomendados para um marceneiro (estantes, caixas, cabideiro para mochila, cadeirões e espelhos). Também foram adquiridos: puffs, prateleira para livros e caixas plásticas para guardar brinquedos. (veja as fotos)
No início de 2003 o Instituto Girassol entregou na nova creche os itens do mobiliário que foram previamente discutidos, em relação à quantidade e disposição nas salas, com a equipe da Aliança de Misericórdia.
A nova Creche do Moinho iniciou suas atividades no dia 19 de outubro de 2013. Fotos
Realizado nas creches da ASA, entre 2001 e 2009, teve como instituições parceiras a Fundação Carlos Chagas (FCC), o Instituto Girassol (IG) e Associação Santo Agostinho (ASA).
O PROJETO CUIDAR/EDUCAR CRIANÇAS PEQUENAS NAS CRECHES DA ASA foi idealizado e coordenado por Maria Lucia de A. Machado.
O propósito final foi o de aprimorar as práticas cotidianas nessas creches, a fim de promover e assegurar o bem estar, o crescimento e o desenvolvimento das crianças de 0 a 6 anos, elaborando, implementando e acompanhando um programa de excelência em Educação Infantil.
Esse Projeto foi estruturado em 3 eixos:
1º o da definição e operacionalização de uma política de atendimento da ASA e projeto pedagógico;
2º o das intervenções nos espaços de uso das crianças e dos profissionais;
3º o da formação dos profissionais.
Você pode ler, baixar, ou imprimir esse Projeto clicando aqui
Veja algumas dicas para otimizar a utilização dos espaços nas creches
A pesquisa O conveniamento das creches da ASA com a Prefeitura Municipal de São Paulo tem como finalidade maior levantar dados, investigar e analisar as relações ASA (Associação Santo Agostinho) x PMSP (Prefeitura Municipal de São Paulo), durante o período de vigência do Projeto Cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA (2001 a 2009), e seus desdobramentos no cotidiano das creches da ASA.
Temos, portanto, a ASA, as creches da ASA e as secretarias municipais da Educação e da Assistência social da PMSP caracterizados como os “sujeitos” envolvidos.
Os documentos que foram usados como fonte para a pesquisa foram:
termos de convênio - documentos que, assinados entre a ASA e a PMSP, formalizavam a relação de dependência recíproca. No nosso entendimento, um contrato, qualquer que seja, deve refletir expectativas de desempenho e os direitos e deveres dos envolvidos. Portanto, a pergunta que orientou nosso olhar foi: até que ponto os termos de convênio atendem às demandas de ambas as partes?
portarias emitidas pela PMSP nesse período. Segundo Houaiss, trata-se de “documento emitido por autoridade administrativa contendo ordens, instruções sobre aplicação de leis, recomendações, normas de execução de serviços, nomeações, demissões, punições etc.” (Houaiss , 2009) São, portanto, documentos mandatórios, condição para o recebimento dos recursos financeiros pelas creches.
Registro da visita de supervisão - O sistema de acompanhamento das creches pela PMSP previa uma visita periódica de supervisão, realizada por técnicos das divisões regionais de SAS ou SME. Uma síntese dos assuntos tratados nessa visita deveria ser registrada em cadernos que ficavam guardados nas creches. Datados e assinados, esses documentos se tornavam a evidência concreta da presença da PMSP na creche. O que esses documentos nos diriam sobre o dia a dia da relação PMSP-ASA?
A VIII edição do programa Interações Improváveis teve como tema "VERDE QUE TE QUERO VER e...COMER". Na ocasião as participantes tiveram oportunidade de experimentar comidas feitas com PANCs - plantas alimentícias não convencionais.
Clique aqui e você encontrará algumas receitas para preparar e saborear.
quando de fato somos todos migrantes, imigrantes ou descendentes deles?
O Brasil é um país no qual, em eras remotas, se estabeleceram seus primeiros habitantes. Estudiosos investigam a origem desses povos e os movimentos nômades que geraram as tribos indígenas que viviam espalhadas, pelo território que denominamos como Brasil, quando os portugueses chegaram. Em seguida, ou concomitantemente, vieram espanhóis, holandeses, franceses. Mais tarde, com a escravidão, os de origem africana. Posteriormente italianos, japoneses, alemães, libaneses, sírios, turcos, armênios, gregos, coreanos e muitos outros. Além dos já citados e mais recentemente, temos bolivianos, colombianos, venezuelanos e haitianos.
Os movimentos migratórios humanos são conhecidos desde que homens, mulheres e crianças passaram a deixar rastros de sua passagem pela Terra. Em épocas pré históricas o que poderia levar pessoas a uma mudança do local de moradia seria a busca por abrigo contra o frio, ou uma maior fartura de alimentos. Todavia, outros fatores levam as pessoas a abandonar o lugar em que vivem. Um deles é o medo da violência, da guerra, a busca pela sobrevivência em paz que, nas últimas décadas, vêm se intensificando em todo o planeta. Nos últimos 2 anos estima-se que meio milhão de pessoas se aventurou em viagens arriscadas, em embarcações precárias pelo Mar Mediterrâneo, citando apenas aquelas recolhidas na Grécia e na Itália. São refugiados sírios, por exemplo, que foram para a Turquia e, em seguida imigram para países do continente europeu (França, Itália, Alemanha, Hungria, Grécia, etc). Muitos morrem nessa travessia. Alguns de lá seguem para outros continentes como a América do Norte, a América Latina, inclusive Brasil. São homens, mulheres e crianças que são, simultaneamente, refugiados e imigrantes.
Enquanto governantes resistem e criam entraves à imigração legal, cidadãos comuns arregaçam as mangas, estendem seus braços e criam projetos singelos que vão desde dividir quartos em suas próprias residências a projetos milionários, como o de um egípcio que comprou uma ilha na Grécia para acomodar temporariamente refugiados. A sociedade civil se organiza e pressiona as autoridades competentes. Para os governos, a distinção entre migrantes e refugiados é importante. Os países tratam os migrantes de acordo com sua própria legislação e procedimentos em matéria de imigração, enquanto tratam os refugiados aplicando normas sobre refúgio e a proteção dos refugiados - definidas tanto em leis nacionais como no direito internacional.
Para você que trabalha em creche fica a pergunta: Como as crianças refugiadas ou imigrantes são recebidas? Como é a adaptação dessas crianças em uma creche? Como a creche apoia essas famílias?
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Inspire-se conosco:
O site da Organização das Nações Unidas/ONU: www.onu.org e o site da Agência da ONU para Refugiados: www.acnur.org
Veja o caderno sobre imigração, produzido para o VEM E VAI - XXIX Programa de Formação Cultural e V Programa Interações Improváveis do Instituto Girassol em pixfolio.com.br/arq/1418149267.pdf
Aqui você pode acessar o arquivo da apresentação completa da especialista convidada para o V Programa Interações Improváveis do Instituto Girassol - VEM E VAI, Ana Luzia Laporte: http://www.pixfolio.com.br/arq/1478186287.pdf
Em 1932 Ole Kirk Christiansen, um carpinteiro dinamarquês, iniciou uma pequena fábrica de carrinhos artesanais de madeira na cidade de Billund, Dinamarca. Naquela ocasião seu filho, Godtfred Kirk Christiansen, com 12 anos de idade, passou a ajudar o pai, como era o costume da época. Dois anos depois, a oficina familiar se expande e adota o nome LEGO, uma junção das palavras dinamarquesas “leg” e “godt” que, em português, significam “brincar bem”. Aos 17 anos, Godtfred desenhava e produzia seus próprios projetos, gradativamente ampliando a indústria de seu pai. Todavia, em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, a Dinamarca é ocupada pelos nazistas e a fábrica é queimada. Com o fim da guerra, retomam a produção inovando: foi a primeira indústria dinamarquesa a utilizar resinas plásticas coloridas e moldáveis para produzir brinquedos. Em 1949, inspirados em um brinquedo inglês (o Kiddicraft), produzem os primeiros “tijolinhos” de plástico que se encaixavam uns nos outros, adicionando ao desenho original duas linhas de encaixes redondos na parte superior dos blocos. São os “Automatic Binding Bricks” ou Tijolos de Encaixe Automático. Essa invenção, executada com um acabamento perfeito, garante o ajuste completo das peças e, simultaneamente, permite uma gama variada de combinações de blocos entre si.
Em 1953, LEGO passa a denominar não apenas a empresa, mas o brinquedo que se tornará, com o passar dos anos, referência mundial de excelência no campo da indústria voltada para a diversão e o desenvolvimento da criança desde muito pequena. Em latim, as palavras dinamarquesas significam “eu ponho junto” ou seja: eu - criança ou adulto, sozinha ou com outras crianças mais velhas, mais novas ou outros adultos - , eu junto, eu empilho, eu enfileiro, eu construo o que a minha imaginação, as minhas habilidades motoras e os blocos que tiver à disposição permitirem. Mais ainda, o fato de essas peças dificilmente se desencaixarem sozinhas permite que eu retome a brincadeira mais tarde e continue do ponto em que deixei. Ou que desfaça e transforme conforme minha intenção ou o desejo daqueles que brincam comigo.
O LEGO nunca parou de evoluir, alterando o formato, as cores e o tamanho dos blocos produzidos, criando novas peças, investindo em personagens, adereços e cenários para o desenvolvimento das brincadeiras infantis. Atualmente são fabricados inúmeros conjuntos temáticos que divertem crianças e adultos de todas as idades. Temas como: dinossauros, castelos, carrinhos, robôs, piratas, super heróis ou gente comum são alguns deles. A empresa também lançou edições especiais como Indiana Jones, Harry Potter, Batman, Guerra nas Estrelas e produtos da Disney. A popularidade da marca acompanha o crescimento das crianças que, anos depois, se tornam pais e passam a brincar com os filhos, em mais de 140 países.
Hoje, em São Paulo, a exposição em cartaz na OCA, no Parque Ibirapuera (onde se realizará o 32ºPrograma de Formação Cultural), é “The Art of the Brick”, resultado do trabalho de Nathan Sawaya, um advogado que trocou a carreira para se dedicar a explorar as possibilidades de utilização do LEGO voltando-se à reprodução ou à criação de obras de arte. A exposição traz inesperadas criações e reconstruções de obras de arte universalmente conhecidas como "O Pensador", de Rodin, "O Grito", de Edvard Munch e "O Beijo", de Gustav Klimt.
Você já brincou de LEGO com crianças na creche? É um brinquedo caro e, por isso mesmo, não muito comum nas creches. Imitações mais baratas são mais frequentes. Não se trata, aqui, de fazer publicidade gratuita para uma empresa. Mas, sim, de defender que criança de creche merece brincar com brinquedo de qualidade. E brinquedo bom é brinquedo que dura. Dura porque não quebra. Dura porque oferece oportunidades de desafio e diversão conforme a criança cresce. Porque oferece oportunidades de interação de crianças e adultos ampliando, por exemplo, as habilidades motoras ou as de planejamento, a criatividade, o raciocínio, a concentração, a cooperação, a organização e muito mais. Com LEGO nas creches podemos compartilhar conhecimentos, afeto e alegria, brincando!
... profissionais das creches da ASA, AMURT e Aliança de Misericórdia, sem distinção de função, poderão participar dessa formação oferecida pelo Instituto Girassol! Vamos visitar a Bienal e o Parque Ibirapuera.
A 32ª Bienal de São Paulo tem como tema a “Incerteza Viva”. Na mostra, artistas de diferentes nacionalidades abordam a arte e as questões relevantes deste século. Exploram técnicas, materiais e modalidades de expressão, combinando suas múltiplas possibilidades, no que atualmente se denomina arte contemporânea. Fragilidade da vida, instabilidade política e econômica, injustiça social, guerras e violência de toda natureza e suas consequências são temas explorados. O desafio é assumir a instabilidade e as dúvidas como elemento propulsor e evidenciar o papel central da criação artística como forma de resistência e transformação.
A imagem acima compõe um conjunto de três cartazes da 32ª Bienal de São Paulo Bienal, de autoria de Aninha de Carvalho, Adriano Campos e Roman Atamanczuk. O que te fazem pensar? Que tal mostrar para as crianças e descobrir como elas reagem? Bebês também gostam de olhar imagens intrigantes e instigantes!
O local de exposição da Bienal é o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera. Esse famoso edifício foi projetado por Oscar Niemeyer. No 32o Programa de Formação Cultural vamos, também, visitar o Parque Ibirapuera. Passear, conhecer e aprender, cultivar amizades antigas, fazer novas amigas e novos amigos!
... 11 dias de festa a partir da cerimônia de abertura da 12a Paralimpíadas na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. A mudança do nome “Paraolimpíadas” para “Paralimpíadas” foi feita para igualar a grafia utilizada pelos outros sete países participantes que têm o Português como língua oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Todos esses já usavam a forma atual.
Os primeiros Jogos Paralímpicos oficiais foram realizados em Roma, na Itália, em 1960, com 400 atletas inscritos vindos de 23 países. Desde então, são promovidos a cada quatro anos, assim como os Jogos Paralímpicos de Inverno, que tiveram sua primeira edição em 1976, com sede em Örnsköldsvik, na Suécia. Todavia foi apenas após a Olimpíada de Seul (Coreia do Sul, 1988) e da Olimpíada de Inverno em Albertville (França, 1992), que os Jogos Paralímpicos passaram a ser disputados nas mesmas cidades e locais de competição dos Jogos Olímpicos, como serão agora no Rio de Janeiro. Lá veremos mais de 4000 atletas de mais de 170 países, competindo em 23 modalidades diferentes. O Brasil terá a maior quantidade de representantes desde que passou a integrar os jogos: quase 290 atletas, com equipes participantes em todas as modalidades.
Nas Olimpíadas mulheres e homens atletas, sem nenhum tipo de deficiência física grave, de todos os cantos do planeta, mostraram que a união, a lealdade, o respeito e o desejo de superação são valores imprescindíveis para a prática esportiva. Quem acompanhou as provas pôde ver que empenho, esforço, perseverança, disciplina, autodomínio eram evidentes em muitos momentos. A competição, em si, é apenas um pedaço dessa história que revela vencedores e vencidos. As provas não ocorrem sem cooperação. A confraternização, antes e depois de cada medalha conquistada ou perdida, é a melhor parte.
Esses mesmos valores, essas mesmas qualidades e atitudes serão visíveis nas próximas Paralimpíadas. Mulheres e homens atletas paralímpicos, com as mais variadas dificuldades e necessidades especiais, tornarão evidente que, associados àqueles valores e qualidades, a coragem e a determinação serão indispensáveis para chegar onde estarão. Independentemente de ganhar ou perder, são heroínas e heróis.
Nosso desejo é que o “clima” olímpico e paralímpico contamine as creches. Garra, dedicação, autocontrole, respeito, espírito de equipe, união, lealdade, disciplina, perseverança, já fazem parte do perfil de quem trabalha com bebês e crianças pequenas em creches. Apenas às vezes ficam meio esquecidos, abafados pelo corre-corre rotineiro. Mas sabemos que não podemos esquecer de praticar, como os atletas, todos os dias. Vamos relembrar e surpreender? Se as Olimpíadas 2016 surpreenderam, superando expectativas de brasileiros e estrangeiros, o que diremos das 12a Paralimpíadas?
Alguns historiadores defendem que as Olimpíadas originaram-se há cerca de três mil anos atrás. Sabe-se que se realizavam na cidade de Olímpia, na Grécia. Por esse motivo a competição ganhou o nome de OLIMPÍADAS.
Já no plano do imaginário popular, uma das versões do mito que pretende explicar como esses jogos foram inventados atribui sua autoria ao herói grego Hércules. Filho do deus Zeus com uma mulher, Hércules foi obrigado pela deusa Hera a realizar doze trabalhos considerados impossíveis. Após conseguir realizar feitos inéditos, considerados impossíveis, Hércules decidiu inaugurar um festival esportivo em homenagem a seu pai, Zeus. As competições eram vetadas às mulheres, que não podiam nem mesmo assistir às disputas, com exceção das sacerdotisas. As mulheres, contudo, tinham um torneio próprio, disputado pouco antes das Olimpíadas, no mesmo estádio de Olímpia e que era batizado de Heraea, uma homenagem a Hera, a esposa de Zeus.
As Olimpíadas por séculos caíram no esquecimento. Porém, na década de 1890 o pedagogo suíço chamado Pierre de Frédy, conhecido como Barão de Coubertin, que acreditava na prática do esporte na sociedade contemporânea, principalmente entre os jovens, apresentou um projeto que previa o resgate dos símbolos das Olimpíadas antigas, como por exemplo, o acendimento da chama olímpica. Para que tudo fosse feito da melhor forma, a realização da primeira edição deveria ser na Grécia. Os primeiros Jogos Olímpicos modernos aconteceram em 1896, na cidade de Atenas. A busca pela quebra de recordes torna-se uma forte característica da atualidade.
O que queremos ressaltar aqui é que, na nossa visão, as Olimpíadas devem ter como fundamentos básicos a união, a lealdade, o respeito e o desejo de superação. Assim, empenho, esforço, perseverança, disciplina, auto domínio nas infinitas horas de treino que antecedem os torneios, aliados à humildade nos momentos de derrota, são algumas das qualidades a serem cultivadas pelos atletas. Aqueles que conseguem se sobressair são admirados e se tornam heróis. Os mais especiais viram mitos, tal como Hércules. Seu exemplo inspira os demais colegas e as novas gerações. Diante deles experimentamos uma sensação de espanto com os feitos que acumulam. Renova-se a esperança na humanidade, ficamos orgulhosos em testemunhar esses episódios.
É muito bom sentir esse bem estar produzido com o sucesso das Olimpíadas na cidade do Rio de Janeiro, desde o espetáculo de abertura. Um gostinho especial de vitória a ser acrescentado ao nosso dia a dia, que precisa ser saboreado, porque pertence a todos nós, brasileiros, nesse momento.
Que tal se inspirar nessa experiência para incentivar nossas crianças na creche? Saber esperar pela vez é um desafio de auto controle desde bebê. Saber perder e saber ganhar, um treino de vida para quem está aprendendo a engatinhar ou andar. O fato de que para alguém ganhar é preciso alguém perder não pode ser o principal motivo das brincadeiras e jogos que envolvem competição, que devem também e principalmente, focar na cooperação. Quem erra sai do jogo? Não é isso que precisamos enfatizar. Quem erra, volta e tenta outra vez. E outra e mais outra e mais outra, até conseguir.
No último dia 13 de Dezembro nos reunimos para ouvir a apresentação especial de Natal dos Coros Infantil, Juvenil e Acadêmico da OSESP, na Sala São Paulo.
Mas o roteiro do XXXI Programa de Formação Cultural e VI Programa Interações Improváveis foi muito além: conhecemos os arredores dessa incrível sala de concertos, aprendemos sobre os principais edifícios do entorno e tivemos uma comemoração especial.
Nosso ponto de encontro foi a estação Tiradentes do Metrô. De lá seguimos para a Estação Pinacoteca, passando pelos seguintes pontos: Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz e Museu de Arte Sacra de São Paulo, FATEC/Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo, Edifício Ramos de Azevedo/Arquivo Histórico de São Paulo, Parque Jardim da Luz, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Estação da Luz/São Paulo Railway e Museu da Língua Portuguesa.
Ao chegarmos à Estação Pinacoteca, paramos para tomar um lanche no Flor Café.
Foi aí que reunimos ex alunas e ex professoras do Curso Normal de Formação de Professores de Educação Infantil dos Profissionais das creches da ASA (FCC, ASA, Instituto Girassol e ISE Vera Cruz, 2004-2005, veja + em www.institutogirassol.org.br/projeto/5756 para homenageá-las e comemorar os 10 anos do encerramento desse curso.
Em seguida fomos nos acomodar nas poltronas da Sala São Paulo para a audição do emocionante concerto que culminou na linda Noite Azul. Aqui você pode ver, ouvir, aprender a letra e melodia completa https://www.youtube.com/watch?v=EtzWt-PLQAQ#t=142
Após o concerto visitamos o interior do Complexo Cultural e Estação Júlio Prestes. Saímos para a Praça Júlio Prestes, vimos o edifício da Escola de Música do Estado de São Paulo - Tom Jobim e a área da antiga rodoviária de São Paulo.
Estávamos ansiosas esperando a chegada desse dia. Foi muito recompensador ter a grande maioria dos inscritos presentes!
Relembramos o que havíamos visto nas creches durante o VII Programa Interações Improváveis e aprendemos muito mais!
A foto mostra a Sala São Paulo vazia de público e artistas. Podemos até ouvir o silêncio. Não é incrível? A foto foi tirada do fundo das cadeiras no mezanino. Assim, podemos ver a plateia principal e o palco, com os lugares do coro ao fundo. Repare na posição dos camarotes nas laterais no alto. Perceba que três fileiras de cadeiras abaixo se encontram em outra posição, um jeito pouco comum de organizar a plateia. Observe, também, o teto (essas placas de madeiras podem ser movimentadas conforme o tipo de espetáculo) e outros detalhes. Perceba como alguns marcos de um estilo de arquitetura, característico da época em que o prédio foi construído, se misturam aos elementos modernos necessários a um equipamento destinado a concertos. Isso e muito mais, vamos ver no 7º Programa Interações Improváveis articulando ao 31º Programa de Formação Cultural.
O imponente edifício da Estrada de Ferro Sorocabana abriga hoje a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e uma das mais importantes casas de concertos e eventos do País. Projetado durante o período em que a cidade, estimulada pelo café e pela ferrovia, crescia em ritmo acelerado, o prédio, foi concluído em 1938.
As principais áreas do edifício já vinham sendo locadas para a realização de festas e eventos institucionais quando, em 1997, a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo assume seu controle para transformá-lo no Complexo Cultural Júlio Prestes.
Situada no centro da Cidade, vizinha da Pinacoteca do Estado e do Museu de Arte Sacra, a Sala São Paulo fez realizar o potencial de revitalização da região.
Olha só essa vista exterior do Complexo Cultural Júlio Prestes, onde se situa a Sala São Paulo! Não é impressionante? A foto foi tirada do alto. Por isso podemos ver a extensão enorme do edifício em relação aos outros prédios da região. Observe, também, a torre com seu relógio, as janelas em arcos e outros detalhes. São marcos de um estilo de arquitetura característico da época em que foi construído. Isso e muito mais, no 7º Programa Interações Improváveis articulando ao 31º Programa de Formação Cultural.
Crédito da imagem: Fachada da Sala São Paulo por Tuca Vieira http://www.salasaopaulo.art.br/paginadinamica.aspx?pagina=asalasaopaulo
Os atentados registrados na cidade de Paris, capital da França, foram notícia no mundo todo. Com isso, volta à tona o tema da violência e da morte gratuita, inexplicável, injustificável de cidadãos inocentes. Sabemos que nossas crianças convivem com esses temas, de modo muito próximo, em seu cotidiano. Chacinas se registram com frequência em nossa cidade, infelizmente.
Abordar assuntos como esses com crianças pequenas de forma HONESTA, SIMPLES é a melhor forma de ser receptivo à natural curiosidade infantil.
Por sua vez, temos que incorporar a fantasia tão presente nas explicações que as crianças dão, nas justificativas que encontram, nos raciocínios que constroem.
Mas também temos que contrapor informações incorretas com as que julgamos corretas. Argumentos fundamentados ampliam a capacidade de articular o pensamento infantil, na medida em que apresenta novos elementos.
Reforçar o que parece correto na argumentação da criança favorece o desenvolvimento da autoestima e da confiança em si. Porém, perceber outros pontos de vista é crucial para aprender a levar em conta outros modos de viver e de pensar, fortalecendo o exercício da tolerância.
O vídeo que indicamos a seguir mostra pai e filho conversando sobre os atentados, prestando homenagem às vítimas. A argumentação do pai leva a criança a uma reflexão inusitada. Veja que bacana: https://www.youtube.com/watch?v=IM4V-Xd7FG0
Mais algumas dicas para você abordar o tema da violência, terrorismo e morte de pessoas inocentes:
Dia 13 de dezembro está chegando para os profissionais das creches da ALIANÇA DE MISERICÓRDIA, AMURT e ASA! Esse pode ser para VOCÊ o momento de ampliar a experiência do que aprendemos e praticamos nos encontros do 7ºPrograma Interações Improváveis articulando às novas informações do 31º Programa de Formação Cultural.
QUEM CANTA com paixão e técnica? Será lindo assistir aos que fazem do cantar um aprendizado constante e, eventualmente, uma profissão: crianças, jovens e adultos.
Com olhos, ouvidos, coração e cérebro teremos a oportunidade de perceber como os cantores se posicionam no palco, como respiram enquanto cantam, qual o papel da(do) regente, como as vozes de sopranos, contraltos, tenores, barítonos e baixos se entremeiam, resultando em uma única melodia. Será que conhecemos o que irão apresentar? Alguma vez ouvimos algo parecido?
E tem mais! Além do espetáculo de música, vamos caminhar pelos arredores da Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e uma das dez melhores salas de concerto do mundo.
CORRA para guardar seu lugar. Sem dúvida, uma oportunidade incrível!
De 04 a 07 de Novembro, o VII COPEDI se realizará em São Carlos, pertinho de São Paulo. CORRA! A inscrição como OUVINTE vai até quinta! Saiba qual será a programação acessando www.copedi.ufscar.br ...
Como é possível perceber, o VII Congresso Paulista de Educação Infantil/COPEDI, terá por sede a Universidade Federal de São Carlos/UFSCar, a 240km de São Paulo.
Considerado o evento mais respeitado no cenário estadual e nacional na área de Educação Infantil, desde 1998 é organizado pelo FPEI/Fórum Paulista de Educação Infantil, um dos membros fundadores do MIEIB/Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil.
A importância do COPEDIse deve ao fato de, desde a primeira edição, reunir pesquisadores nacionais e internacionais de ponta, técnicos representantes dos governos federal, estaduais e municipais, professores da rede pública e privada, estudantes, militantes e demais interessados na área. Além disso, os temas abordados nas palestras, debates, relatos de experiência e cursos abrangem tanto questões relativas às políticas públicas vigentes, quanto a produção acadêmica e a reflexão sobre as práticas no campo da Educação Infantil.
Será, sem dúvida, uma incrível oportunidade para você se informar, se atualizar e ampliar a consistência do campo da educação e do cuidado da criança de 0 a 6 anos em sua cidade, seu estado e nosso país.
Quer saber mais?
Aqui, informações sobre o FPEI/Fórum Paulista de Educação Infantil:
Hoje, dia 15/10, comemora-se o Dia do Professor, PARABÉNS A VOCÊS!
O nosso presente resulta de uma pesquisa para indicar eventos e lugares bacanas onde vocês possam comemorar com amigos ou com familiares.
Sim, temos muito que celebrar. Afinal, até há bem pouco tempo, os professores de creche eram chamados de pajens, babás ou tias e nem precisavam ter diploma. Hoje, professor de Educação Infantil tem status reconhecido e valorizado: tem formação, planeja previamente seu trabalho e avalia o que realizou! Discute, lê, pesquisa, sistematiza, se atualiza sempre.
Como QUEM CANTA é o assunto do momento nas creches em que se realizou, ou em que se realizará, o Programa Interações Improváveis, nossas dicas seguem esse tema. Encontramos opções incríveis!
Aproveite! Por que não? Presenteiem-se, vocês merecem ;)
2. O mesmo Coral Jovem do Estado de São Paulo realiza um concerto no Grande Auditório do MASP, dia 18 de outubro, domingo, às 16h. O MASP fica na Avenida Paulista, 1578. Muitas de vocês já estiveram lá como participantes do Programa de Formação Cultural. Os ingressos custam entre R$ 10 e R$ 20.
3. A Sala São Paulo tem uma extensa programação de apresentações, dentre as quais destacamos as do Coro da OSESP e, mais especialmente ainda, a do Coro Infantojuvenil da Escola de Música, cantando Vinicius de Moraes, também dia 18 de outubro, domingo, 11h. O ingresso é GRÁTIS, mas é preciso chegar com antecedência.
4. O Coro Luther King se apresentará na Catedral Metropolitana da Sé (Praça da Sé) dia 25 de outubro, sábado às 15h e no dia 02 de novembro, segunda, às 11h. Também estará no Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer (Parque do Ibirapuera) no dia 31 de outubro, sábado, às 18h. Para esses eventos, a entrada também é GRÁTIS e fácil de conseguir, desde que você chegue com antecedência.
crédito da foto: arquivo do Projeto cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA.
ROTINA = monotonia. Ter muito tempo para comer, ou dormir, ou apenas ESPERAR. Ter pouco tempo para BRINCAR. Essa é a realidade das crianças da creche quando a distribuição das atividades do dia a dia é definida sem uma reflexão sobre as necessidades reais dos bebês e das crianças pequenas. Ou quando as comodidades e os interesses dos adultos se sobrepõem aos das crianças.
Você já parou para pensar sobre a quantidade de tempo que as crianças têm para brincar durante o período em que estão na creche? E quanto tempo elas passam se alimentando? E escovando os dentes, indo ao banheiro, ou lavando as mãos? E sem fazer nada, apenas ESPERANDO a comida que vai chegar, mas ainda não chegou?
Já pensou quantas atividades os adultos fazem, que elas mesmas poderiam realizar de forma independente?
Inspiradas na bibliografia à época, entre 2001 a 2009 levamos adiante um estudo em 8 creches, quando descobrimos que o tempo de brincar era MUITO menor que todas as outras atividades realizadas!
Veja aqui o relato dessa experiência que alterou a rotina dessas creches e garantiu, para as crianças, mais oportunidades de brincar, criar, se divertir, ampliar seus conhecimentos e exercitar a autonomia frente ao adulto.
Legenda e crédito da foto: Fotos do acervo do Projeto Cuidar/educar crianças pequenas nas creches da ASA
Na próxima segunda feira, 12 de outubro, comemora-se o Dia da Criança. Mas será que temos bons motivos para comemorar se os direitos básicos das crianças não são respeitados?
Por exemplo, o direito ao brincar.
Associar criança pequena ao brincar, ao brinquedo e à brincadeira parece algo até obvio. Mas foi justamente a negação desse direito, para boa parte das crianças do mundo, que fez com que a ONU incluísse esse item na Declaração dos Direitos da Criança.
BRINCAR É DIREITO DA CRIANÇA desde bebê, um direito que deve ser respeitado e garantido em todos os lugares do mundo.
Esse é um dos motivos que nos levou a criar o Programa QPP/Qualidade na Prática Pedagógica, em 2012, que tem como objetivo produzir conteúdos que levem ao aprimoramento das práticas pedagógicas nas creches.
A partir de agora, esses conteúdos serão postados no site do Instituto Girassol - Educação Infantil e Pesquisa, na área do CANAL QPP.
Na nova sessão BRINQUEDO disponível em http://www.institutogirassol.org.br/canais/385/293 , você poderá conferir nossas dicas e informações sobre pressupostos e atitudes que contribuem para a qualidade das brincadeiras infantis, o que é um brinquedo bom, do que os bebês e as crianças gostam, orientações de uso e manutenção dos brinquedos, critérios para aquisição de brinquedos e muito mais!
Você pode também imprimir ou projetar os textos em reuniões pedagógicas ou de pais, em trabalhos na faculdade e compartilhar com colegas.
Entre no site, comente e aproveite os conteúdos postados!
Vamos juntas(os) fazer o DIREITO À BRINCADEIRA valer não só no Dia da Criança, mas em todos os dias.
Inaugurada em maio deste ano, no Museu do Futebol (museudofutebol.org.br), localizado no Estádio do Pacaembu, a mostra preenche um vazio inexplicável. O futebol feminino finalmente passou a fazer parte do acervo principal desse museu, em um formato inédito. Tratou-se de realizar intervenções em todas as áreas de exposição já existentes, mostrando como a ala feminina se une à masculina, formando o futebol brasileiro como um todo.
Honra-se, assim, as mulheres que se dedicaram e se dedicam ao esporte mais querido da população brasileira.
Você se lembra de quando fomos ao Museu do Futebol no ano passado? Se esteve conosco nesse dia tem, agora, um motivo a mais para retornar. Se, por alguma razão você não esteve, combine com sua família ou amigos e não perca a oportunidade de conhecer esse museu.
Vamos juntas(os) continuar sonhando não somente com a Taça, mas, sobretudo, com melhores condições para as jogadoras profissionais no Brasil.
Ah, e não esqueça: aos sábados, o ingresso é GRATUITO!
Texto e crédito da foto: Mulheres jogando futebol: o que era proibido, passa a ser valorizado! E o Brasil tem do que se orgulhar como se pode ver ....
A Lua é um satélite da Terra que não tem luz própria. Ela fica visível aos olhos dos habitantes da Terra porque reflete a luz do Sol quando anoitece.
O fenômeno da super lua cheia acontece quando a Lua está na fase cheia e no ponto mais próximo da Terra possível. Por estar bem pertinho de nós, ela parece ser muito maior do que costumamos ver.
Por sua vez, o eclipse acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua. Nesse momento, a luz do Sol não consegue chegar na Lua porque a Terra está entre ambos. Durante o espaço de tempo que Sol, Terra e Lua estão alinhados, a Lua fica em uma área de sombra, aparecendo para nós mais escura ou avermelhada.
Pela primeira vez em 30 anos você poderá testemunhar os dois fenômenos ocorrendo ao mesmo tempo: é o eclipse da super lua.
Se os céus aqui estiverem limpos (e tudo indica que estarão) será um grande espetáculo!
A melhor maneira de visualizar é tentar ficar em um lugar o mais escuro possível, quando o contraste da Lua iluminada com o pouco de luz solar que chegar a ela fica mais intenso em relação ao escuro do céu.
Na cidade e no estado de São Paulo o eclipse da super lua será visível a partir das 22h de domingo, dia 27 de setembro, até por volta de 1h30 da madrugada do dia 28 de setembro.
A partir das 22:00 do dia 27 de setembro estendendo-se até as 01:30 da madrugada do dia 28 de setembro, o Observatório estará aberto ao público para observação do eclipse lunar total.
Sim, você vai chegar ao trabalho na segunda com sono. Mas com muito mais inspiração. Afinal, a próxima super lua ocorrerá somente em 2033.
Pense duas vezes antes de perder essa oportunidade ;) !
O dia amanheceu chuvoso, mas isso não impediu que 145 participantes, com suas capas e guarda-chuvas, estivessem pontualmente presentes no Jardim Botânico de São Paulo, com muito interesse e entusiasmo. Depois da abertura do Programa pela Paula Torres e da exposição do Fabiano Garcia, sobre a importância histórica dos Jardins Botânicos e o Jardim Botânico de São Paulo, caminhamos em direção à lanchonete.
A comemoração dos 10 anos de Programa de formação cultural aconteceu na hora do lanche. Depois de uma fala emocionada da Maria Lucia Machado, as pessoas que mais participaram dos Programas foram homenageadas e receberam uma lembrança do Instituto Girassol. Foram momentos de muita alegria e grande emoção!
Em seguida, o passeio guiado pelo Jardim Botânico trouxe muitos conhecimentos para todos os participantes que ouviram atentos as explicações dos monitores. Passamos pela Alameda Fernando Costa, córrego Pirarungáua, Portão histórico, Hidrofitotério, Escadarias, Jardim de Lineu, Estufas, Orquidário, Palmeto, Lago das Ninfeias, Lago dos Bugios, Brejo natural, Jardim dos Sentidos, o Bosque do Pau Brasil, Castelinho. Em todos os lugares por onde passamos, havia olhares curiosos, admirados, interessados, diante de tantas informações e de uma natureza tão exuberante.
Foi um dia muito especial para a equipe do Instituto Girassol e também para todos os participantes!
.. se juntando aos colegas das 16 creches presentes. Foram ao passeio 167 participantes! Contando com a equipe do Instituto Girassol, éramos ao todo 179 pessoas.
Depois da apresentação do Instituto Girassol, do Programa e das 5 novas creches pela Paula Torres, passamos a ouvir a exposição do Fabiano Garcia sobre o bairro de Pinheiros e as regiões conhecidas como Vila Madalena, Vila Beatriz e Alto de Pinheiros. Em seguida, fizemos uma caminhada guiada pela travessa Tim Maia, sempre com explicações dos monitores, até o Parque Linear das Corujas, onde conhecemos o córrego das Corujas, raro por ser a céu aberto e despoluído! Logo após, chegamos ao Estúdio de Ballet Cisne Negro, para assistir a uma apresentação de dança e participar de um workshop da dança do coco. Ambas as atividades foram surpreendentes! O grupo de participantes ficou encantado! Ao final da apresentação, nos dirigimos ao Parque Pôr do Sol, onde tomamos um gostoso lanche, ouvimos mais explicações dos monitores e apreciamos uma linda vista de uma parte da nossa cidade.
E ainda havia mais coisas planejadas para ver, conhecer, apreciar. Caminhamos até o Museu A Casa e visitamos uma exposição de bordados feitos à mão por mestres bordadeiras e bordadeiros de todos os estados brasileiros. Depois, no Instituto Tomie Ohtake, visitamos a exposição Yoko Ono – o céu ainda é azul, você sabe... na qual a artista questiona o conceito de arte e convida o visitante a participar do processo criativo.
Todas essas atividades e o grande entusiasmo dos participantes tornaram nosso encontro muito especial. Alegria, animação, interesse, atenção e muito aprendizado marcaram nosso programa do início ao fim.
...para o Programa Interações Improváveis e o Programa de Formação Cultural do Instituto Girassol, pela primeira vez articulados em torno de um mesmo tema.
Assim, foi definida a visita ao Museu do Futebol. Os 119 participantes se encontraram em frente ao Estádio Paulo Machado de Carvalho (Estádio do Pacaembu), em um lindo dia de sol.
Fabiano Garcia fez uma exposição sobre o estádio e sua localização geográfica, a paixão pelo futebol, o preconceito, o Brasil na Copa do Mundo.
Depois entramos no Estádio e foi a vez de Renê Drezner fazer uma exposição para o grupo de participantes: a história do Estádio, as instalações, capacidade de público, o complexo do Pacaembu, o Estádio nos Jogos Panamericanos, a concha acústica, os principais jogos, as atividades realizadas nos dias de hoje.
Em seguida, fomos tomar lanche, que precisou ser improvisado porque não havia energia no bairro! Comemos sanduíches frios, tomamos sucos e comemos gelatina. Embora diferente do planejado, estava tudo muito gostoso. Mas havia uma grande preocupação, pois devido à falta de energia, pois o Museu estava fechado. Felizmente, assim que terminamos o lanche, a energia voltou e pudemos iniciar a visita. Que alívio!
Todos os participantes estavam bem animados e se admiraram com tudo o que viram e ouviram na visita monitorada ao Museu: as técnicas do futebol, os grandes craques do futebol brasileiro, as Copas do Mundo, o papel do rádio e dos meios de comunicação de massa na difusão do futebol pelo país, a torcida como sentimento de pertencimento, a ideia de disputa/batalha, a participação das mulheres na torcida, o futebol feminino, os maiores ídolos, os grandes momentos do futebol brasileiro.
O dia lindo, os participantes animadíssimos, os monitores cheios de conhecimentos para compartilhar e a natureza exuberante. Tudo isso tornou o nosso passeio muito especial.
Começamos com a exposição de Fabiano Garcia sobre a história do Parque Ibirapuera, suas principais atrações, dentre elas a Bienal.
Em seguida iniciamos a visita monitorada à Bienal, onde tivemos contato com as mais variadas manifestações artísticas, o que admirou e surpreendeu a todos. Eram olhares curiosos, ouvidos atentos, muito interesse e grande envolvimento.
Após a visita, iniciamos uma caminhada guiada pelo Parque Ibirapuera, passando pelo Córrego do Sapateiro e pela estação de tratamento da SABESP, em direção à Lanchonete Sabor Ibira, onde tomamos um gostoso lanche.
E a caminhada continuou! Passamos pelo Viveiro Municipal Manequinho Lopes, serraria, Praça da Paz, lago, Planetário, Pavilhão Japonês, Marquise, Museu Afro Brasileiro, Museu da Cultura Brasileira, Auditório Ibirapuera, MAM, OCA e Jardim das Esculturas.
Foi um dia de muita alegria, entusiasmo e grande aprendizado! Observação, atenção, interesse, curiosidade e muita história estiveram presentes durante todo o programa.
O documento tem como objetivo a elaboração de padrões básicos de qualidade da Educação Infantil Paulistana. Tais padrões devem ser claros e gerais, evitando-se muitos detalhamentos, e também servir de parâmetro à supervisão escolar, aos gestores e gestoras, às educadoras e aos educadores, aos familiares/responsáveis, ao poder público, entre outros, proporcionando condições de observar, compreender e acompanhar a qualidade social do atendimento destinado aos meninos e meninas de 0 a 5 anos de idade nas Unidades de Educação Infantil da Cidade de São Paulo.
Nesse documento são apresentados os Padrões Básicos de Qualidade organizados nos seguintes aspectos:
Projeto Político-Pedagógico – apresenta as concepções e a proposta pedagógica da Unidade Educacional;
Organização do tempo, espaço físico/ambientes e interações – são elementos curriculares que devem ser organizados em consonância com o Projeto Político-Pedagógico;
Recursos materiais e mobiliários – constituem-se como suporte da proposta pedagógica;
Recursos humanos, condições de trabalho e formação dos profissionais da educação – viabilizam a construção e a execução do Projeto Político-Pedagógico.
É muito importante que todos colaborem com a construção deste documento enviando considerações, opiniões, críticas e sugestões. Reúna seus colegas na creche para conhecer e discutir as propostas.
A Base Nacional Comum Curricular (BNC) é uma ferramenta que vai deixar claro os conhecimentos essenciais aos quais todos os estudantes brasileiros têm o direito de ter acesso e se apropriar durante sua trajetória na Educação Básica, ano a ano, desde o ingresso na Creche até o final do Ensino Médio. Ela vai ajudar a orientar a construção do currículo.
A Base é parte do Currículo e orienta a formulação do projeto Político-Pedagógico das escolas. A Parte Diversificada precisa ser somada nesse processo de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. Tudo isso respeitando a diversidade, as particularidades e os contextos de onde estão.
A necessidade de criação de uma Base Nacional Comum aparece na nossa Constituição Federal, de 1988, no Art. 210. Anos depois, ela também é prescrita na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), em seu artigo 26 e no Plano Nacional de Educação e, deve ser entregue até junho de 2016.
A BNCC está aberta para consulta pública até 15/03/2016 no portal da Base Nacional:
Nosso ponto de encontro foi na Estação Tiradentes do Metrô. Nesse local, dividimos os participantes em grupos e logo as informações começaram a chegar, nas falas do Fabiano Garcia e dos monitores que nos acompanharam.
Iniciamos a caminhada e em cada grupo havia um monitor que contava a história dos edifícios históricos e culturais da região e a sua atual utilização. Eram muitos olhos e ouvidos atentos e interessados!
Às 9h30, todos os grupos se encontraram no Flor Café para um lanche e uma comemoração dos 10 anos da formatura do Curso Normal de Formação de Professores de Educação Infantil para Profissionais das creches da ASA. Houve também uma pequena homenagem às professoras e ex-alunas presentes. Foi um momento muito emocionante para as formandas, professoras do Vera Cruz e equipe do Instituto Girassol.
Logo após, nos dirigimos à Sala São Paulo, onde assistimos a uma bonita apresentação do coro infantil, juvenil e acadêmico da OSESP, cantando músicas natalinas. Foi realmente surpreendente!
Por fim, caminhamos até a Estação Júlio Prestes, onde fizemos a avaliação e o encerramento da atividade.
Foi um domingo muito agradável, com tempo bom, muitas emoções e grandes alegrias!
Esse é o veículo de informação oficial da Prefeitura Municipal de São Paulo. Aí são publicadas as portarias que regem o funcionamento das creches conveniadas, leitura necessária para profissionais que, como você, querem se manter atualizadas(os).
Essas regras definem, por exemplo: a quantidade de adultos em relação à de crianças em cada grupo, a nomenclatura dos grupos, o calendário, a faixa etária de atendimento, as regras para inscrição e matrícula, o nível de formação prévia exigido para cada categoria profissional, dentre outras.
Recentemente, em setembro de 2015, foi publicada a Portaria 6240/15 que alterou de Ensino Fundamental completo para Ensino Fundamental incompleto o nível de escolaridade exigida para contratação de cozinheiras, auxiliares de cozinha e auxiliares de limpeza.
O que você acha dessa determinação? Acredita que ajuda a melhorar a qualidade da Educação Infantil oferecida nas creches? Compromete a determinação de futuros profissionais de prosseguir nos estudos?
O acompanhamento detalhado das determinações contidas nesses documentos, de autoria da Secretaria Municipal de Educação/SME, bem como o levantamento completo da legislação federal, estadual e municipal tem sido uma das tarefas do PROGRAMA QPP - Qualidade na Prática Pedagógica, cujo conteúdo completo você poder acessar em http://www.institutogirassol.org.br/projeto/4660
Veja também uma tabela com as portarias publicadas pela PMSP durante o ano de 2015 aqui.
... em direção ao Parque Estadual Cantareira - Núcleo Engordador.
No trajeto de ida e no de volta tomamos um lanche, ouvimos as explicações dos monitores sobre os bairros que atravessamos e as peculiaridades do caminho. Chegando, o grupo todo se reuniu em frente à Casa da Bomba.
Estreando nosso megafone, dei boas-vindas aos participantes. Passei a palavra para o Fabiano Garcia, que fez uma exposição sobre a importância do Parque como reserva florestal, a história do Núcleo Engordador, a implantação do sistema de abastecimento de água na cidade de São Paulo, as características da Serra da Cantareira e da Mata Atlântica.
Em seguida nos dividimos em 5 subgrupos e, acompanhados pelos monitores, pudemos conhecer: a Casa da Bomba (construída em 1894, abriga duas bombas que impulsionavam a água para os canos), o Centro de Visitantes (com uma maquete do Parque e alguns exemplares de animais encontrados na região), a represa do Engordador (primeira a ser construída em São Paulo) e a trilha do Macuco (que fica às margens do córrego Currupira).
O dia nos reservou ótimas surpresas:
Não choveu, após uma semana chuvosa na cidade.
O tempo estava fresco e não muito quente.
Tivemos um recorde de participantes: 127!!!
A beleza e a importância histórica do parque!
No final do passeio recebemos a visita de macacos bugios. Pena que não consegui fotografar!
O lanche não foi feito da forma tradicional e o cardápio foi aprovado!
Foi uma manhã de sábado muito agradável e proveitosa. Em outubro tem mais!
... não choveu! Sinal de que tudo iria correr bem!
Nos encontramos em frente ao portão principal do Museu da Imigração do Estado de São Paulo. Éramos, ao todo, 129 participantes, sendo 121 profissionais das creches, 6 monitores, além de Ana Amélia e eu pelo Instituto Girassol.
Após a minha fala de abertura e a distribuição dos cadernos, Fabiano Garcia conversou com o grupo todo sobre o bairro do Brás e a construção da hospedaria. Em seguida, já divididos em sub grupos, acompanhados pelos monitores, os participantes foram conhecer um pouco sobre as características do edifício e dos arredores. Na parte de trás da hospedaria funciona o Arsenal da Esperança, organização que oferece abrigo e alimentação para 1200 homens que se encontram em dificuldades devido à falta de trabalho, casa, alimentação, saúde e família, muitos deles oriundos de outros Estados e países.
A visita às duas exposições do Museu: Migrar: experiências, memórias e identidades e A Criança e o Brinquedo no Museu da Imigração foi feita alternadamente pelos sub grupos e respectivos monitores. Na primeira pudemos apreciar o trabalho de preservação e pesquisa feita pelo Museu mostrando que o processo migratório é um fenômeno permanente na história da humanidade. Na segunda observamos brinquedos variados e de diferentes épocas deixados pelas crianças que passaram pela hospedaria.
O Museu tem um lindo e amplo jardim onde tomamos o lanche. Considerando a contribuição dos povos estrangeiros para a cultura paulistana e brasileira, nada mais apropriado que escolher um cardápio diferente do habitual. Decidimos pelos sanduiches e sucos de inspiração latina, preparados pelo restaurante Suri. Estava uma delícia!
Um toque pitoresco foi dado por um grupo de profissionais das creches que passeou pelo jardim e tirou fotos com roupas confeccionadas a partir de modelos de vestimenta dos imigrantes do início do sec. XX. Foi uma manhã de sábado bem agradável, uma ocasião em que pudemos aprender mais sobre nós e sobre os povos que formam nossa cidade, nosso país.
O ponto de encontro foi no Teatro Alfa e os participantes chegaram pontualmente. Primeiro houve a apresentação do programa e as boas vindas aos participantes por Paula Torres, depois a exposição do monitor Itamar Figueiredo Sena, da empresa Pé na estrada, sobre o teatro e a arte teatral. Tivemos também a participação de um diretor de teatro, Fabio Mafra, que fez uma exposição sobre a origem da arte teatral, gêneros teatrais, os atores, a peça “Peter Pan”, a companhia Le plat du jour, a história e o espetáculo. Todos se mostraram muito atentos e interessados por tudo o que ouviram.
Em seguida, entramos na sala para assistir à peça e os participantes gostaram muito da apresentação, principalmente pelas atrizes, figurino e cenário. Depois comentaram que tiveram muitas ideias de como trabalhar com as crianças nas creches.
Para algumas pessoas, era a primeira vez que assistiam a uma peça de teatro. Para outras, a peça foi uma volta ao tempo de criança. E todas se encantaram também com o espaço do teatro.
No término da atividade, todos estavam bem entusiasmados, já pensando no próximo programa.